Roteiro: Costa Rica Surf por 15 dias, em casal

A Costa Rica é um destino da América Central para quem busca ecoturismo e boas ondas! Com um surfista de longa data, uma namorada-de-surfista-fotógrafa de carteirinha e 11 anos de união (comemorados nesta trip), fizemos esta viagem em novembro de 2017 com o foco principal no surf, então nosso roteiro desta vez foi 100%  praias, que detalho abaixo. Os 15 dias foram suficientes para conhecer os principais picos de surf do país e ter contato com esse povo que é PURA VIDA! Depois de concluir a trip, faríamos algumas mudanças no roteiro para deixá-lo ainda mais perfeito, confere nesse post nossas dicas!!

Nosso roteiro foi dividido em três bases: Playa HermosaJacó (3 dias), Santa Tereza – Malpaís (4 dias), Tamarindo (7 dias) e um dia na cidade central de Alajuela. Neste post conto qual foi nosso roteiro e aos poucos vou colocando os links para os posts com detalhes de cada destino. Após terminada a viagem, penso que poderíamos ter diminuído em uns dois dias a estada em Tamarindo e definitivamente eliminado a estada final em Alajuela, com isso poderíamos esticar os outros destinos ou ainda incluir uma parada na região de La Fortuna, para conhecer o Vulcão Arenal.

Além de uma grande diversidade de belas praias, com estilos para agradar a diferentes públicos, a Costa Rica também oferece outros atrativos, sempre ligados à rica natureza do país, incluindo subida a vulcões, hospedagem em belíssimas montanhas, passeios em mata fechada e vários esportes ao ar livre: montain bike, surf, yoga, pesca, trekking, mergulho e a paixão nacional canopy estão por todo o lado.

Por lá, é muito provável que você vá cruzar facilmente por iguanas de quase dois metros, tartarugas marinhas, enormes crocodilos, bichos-preguiça, macacos, pássaros exóticos e uma infinidade de animais, e isso sem precisar procurar muito, eles estão por todas as partes, desfilando pelas pequenas cidades e no pátio do seu hotel. A Costa Rica é referência em preservação ambiental e políticas de sustentabilidade, além de ser berço de uma enorme diversidade de fauna e flora. Ficamos encantados com a proximidade entre a comunidade e a natureza, a forma como se relacionam e o respeito que as pessoas têm pelo meio ambiente (em geral).

Confere nosso Roteiro, e não deixe de ler nossas dicas fundamentais se você está pensando em viajar para a Costa Rica, onde falamos sobre trânsito, segurança, orçamento, vacinas, bagagens,  e muito mais.

Playa Hermosa – Jacó

Saímos do Brasil por Porto Alegre, no sábado, às 7h da manhã e chegamos no destino final no mesmo dia, às 13:40, com a Avianca. Foram 5h até Lima (Peru) onde tivemos uma escalara rápida de 1h30 antes de embarcar para o trecho final de 4h. O itinerário aéreo foi ótimo, rápido, a escala em Lima é muito tranquila com um aeroporto organizado e não muito grande que facilita o processo. O avião não é dos mais modernos, mas como o voo não é lá tão longo, melhor do que perder horas em conexões mais demoradas ou complexas.

Dia 1 – Chegando em San Jose no início da tarde, retiramos no próprio aeroporto o carro locado  (que já estava previamente reservado) e partimos direto para Playa Hermosa, do lado de Jacó, uma trajetória de cerca de 2 horas com chuva. O pôr do sol é cedo, perto das 5h30 o sol se põe no pacífico nesta época do ano, então chegamos no hotel com o dia já quase acabado.

Dias 2 e 3 – Com apenas dois dias para esta região, que é uma das mais constantes em ondas de toda a Costa Rica, manhãs e tardes foram à beira da praia. Nossa hospedagem era na beira de Playa Hermosa e as ondas quebravam logo em frente ao hotel. Jacó fica há poucos minutos de carro, fomos até lá algumas vezes, onde fica um centrinho, várias lojas e bons restaurantes, mas a praia em si não era melhor que Playa Hermosa. Se tivéssemos um dia a mais aqui, teríamos ido passar o dia em Quepos e no Parque Nacional Manuel Antonio, uma pena que na segunda-feira ele fecha.

Leia também esse post sobre Playa Hermosa.

Playa Santa Teresa – Mal Pais

Dia 4 – Saímos de Playa Hermosa perto das 8h da manhã rumo à Playa Santa Teresa, na Península Nicoya. Esse itinerário pode ser dividido em três etapas: de carro, fomos até o terminal de Ferry Boat Naviera Tambor, em Puntarenas em menos de 2h. Uma sorte que eu havia encontrado este post no blog Two Weeks in Costa Rica, que me deu todas as dicas que precisava e deixou tudo bem fácil. Já tinha consultado também o site do próprio Ferry Boat onde fiquei sabendo com antecedência que os horários estavam todos alterados por um período de dois meses, bom saber disso antes! Depois de cerca de 1h de espera e compra de tickets, embarcamos com carro e tudo no Ferry Boat para uma navegação de quase 1h30 até Paquera, já na Península Nicoya. Mais quase 1h até desembarcar com o carro e partimos então dirigindo até Playa Santa Teresa, essa sim a pior estrada em que já dirigi na vida. São menos de 50 km, que levam mais de 1h30 para serem vencidos. Chegamos no Hotel Trópico Latino, na beira mar de Playa Santa Teresa, pouco depois das 14h e aproveitamos o resto do dia na praia.

Dias 5, 6 e 7 – Ficamos hospedados em Playa Santa Teresa, curtimos muito lá mesmo, também conhecemos Montezuma. Confere o post especial sobre a região de Mal País, onde fica Playa Santa Teresa e Playa Carmem.

Leia também esse post sobre Santa Teresa.

Tamarindo

Dia 8 – Pegamos a estrada novamente, rumo a Tamarindo, na região de Guanacaste. Em pleno novembro, final da estação de chuvas, todas as recomendações foram por pegar o caminho mais longo: de volta a Paquera e então passando por Playa Naranjo e Nicoya até chegar em Tamarindo. São quase 200 Km que tomam cerca de 4h para serem percorridos. A estrada é de pista única sempre, alguns trechos com asfalto e outros de chão batido, o trecho entre Paquera e Playa Naranjo é o mais complicado, com muitas curvas, subidas e descidas, mas não é preciso passar em meio a nenhum rio. Com calma e bom humor, uma boa trilha sonora e olhos voltados às belas paisagens, o trajeto vale a pena. Saímos perto das 10h de Santa Teresa e chegamos em Tamarindo perto das 14h.

Dias 9, 10, 11, 12 e 13 – Com base fixa em Tamarindo, nesses cinco dias aproveitamos a vida nas praias da região, nossas preferidas foram Playa Avellana e Playa Grande, com ótimas ondas e um clima muito agradável. É bom estar de olho nas maré,s pois as praias e as ondas realmente mudam completamente de acordo não só com o swell, mas também com a maré alta ou baixa, e esses horários variam todos os dias. Deixamos a programação bem flexível, conhecemos também Playa Conchal, Playa Negra, Flamingo, Puerto Viejo. O único compromisso fixo era estar à beira de alguma praia no horário do pôr-do-sol, entre 16h30 e 18h, pois o espetáculo é maravilhoso em quase todas as praias da região, especialmente na própria Tamarindo. Tamarindo é uma das cidades com maior oferta de restaurantes e programas para turistas, mas nesta época do ano, antes da alta temporada, ainda é bem tranquila. Vou escrever um post só sobre como foi nossa estada por aqui.

Dia 14 – Acordamos cedo para o último banho em Playa Grande, ao lado de Tamarindo. Fechamos as malas e saímos do hotel as 11h rumo à Alajuela, onde fica o aeroporto internacional. 200km e 4 horas depois, chegamos em Alajuela, uma cidade com cara de região metropolitana, muita gente, muito trânsito, casas cercadas, grades e virtualmente nada para fazer. A única opção seria dar uma passada no Mercado Público Municipal, mas o trânsito estava caótico e depois de 4h de viagem não animamos encarar o centro da cidade, as fotos do Google não eram lá tão convidativas.

Alajuela – San José

Dia 15 – Nosso voo saía de Alajuela as 15h30, tentamos dar uma volta pela cidade pela manhã, procurar algum parque, algum ponto turístico para gastar o tempo ou comprar umas lembrancinhas. Era domingo, a cidade estava completamente diferente: fantasma. Tudo fechado, ninguém na rua. O Parque Central e Parque Juan Santa Maria são tão pequenos e comuns que não valeram nem a descida do carro. A saída foi tomar café no único lugar que estava aberto as 9h da manhã, passar no Walmart para comprar alguns cafés Britt e fechar as malas, então antes das 12h já saímos para devolver o carro e ir ao aeroporto. Aqui a dica é simples: só gaste tempo passando uma noite em Alajuela se for realmente inevitável, o nosso medo era sair de Tamarindo só neste último dia, pegar algum imprevisto no trajeto e atrasar para o voo, por isso optamos em passar a última noite em Alajuela. Mas se refizéssemos o roteiro, agora colocaria esta última noite (ou duas) na região de Fortuna e Vulcão Arenal, ou acordaria bem cedo em Tamarindo para chegar com folga no aeroporto, mas ganharia um dia a mais na praia.

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